CIRURGIAS

A Gastroclínica realiza cirurgias na área da gastroenterologia. Veja quais são:


Cirurgia De Obesidade

Redução de estômago
Esta operação é destinada a quem precisa reduzir muitos quilos - possível diminuir em até 40% do peso corporal. A cirurgia tem apresentado bastante evolução e é feita por vídeo.

Na cirurgia, o estômago é grampeado na sua porção superior formando um pequeno reservatório gástrico, o qual é conectado ao intestino fino a 1,5 metro do seu início, fazendo-se uma reconstrução em formato de ‘y’ (Y de Roux).

Como temos aproximadamente 4,5 metros de intestino fino, mesmo depois da operação ainda restam cerca de 3 metros para absorção. Como o estômago da pessoa está menor, ela ingere menos comida e absorve menos porque o intestino fino também está menor.

Com o estômago menor e com uma diminuição parcial do alimento ingerido, é preciso atenção no pós-operatório que prevê um acompanhamento intenso da equipe multidisciplinar e dieta líquida por cerca de um mês.

Sleeve e Bypass
Escolher a melhor cirurgia a ser feita depende muito do “tipo de gordinho” que o paciente é. Há aqueles que comem muito até sentir o estômago esgotado; e aquelas pessoas que beliscam várias vezes ao dia e não resistem a um doce. Para cada tipo de pessoa há um procedimento indicado.

Sleeve
A técnica Sleeve, também chamada de gastrectomia vertical, é indicada para pacientes com grau de obesidade III ou mórbida e àqueles que possuem problemas intestinais.

No Sleeve, uma parte do estômago do paciente é cortado e removido. A parte restante é grampeada em forma de tubo que vai do esôfago até o duodeno, sem alterar o processo digestivo. Assim, o estômago fica reduzido em 80% do seu tamanho , ficando com 150 a 250 ml. Durante a operação, retira-se parte do fundo gástrico, região que produz o hormônio da grelina, responsável pela sensação de fome. O paciente vai sentir menos fome e comer menos, e absorver os nutrientes normalmente.

Esse procedimento reduz o estômago e mantêm o intestino, é feito por videolaparoscopia e apresenta baixo índice de complicações. Como é uma cirurgia restritiva e não reduz a absorção de alimentos, a sua eficácia está muito relacionada com a determinação do paciente. 


Bypass
O Bypass é mais recomendado para pessoas que comem o dia todo, pois reduz o estômago e faz um desvio no intestino em cerca de dois metros, o que diminui a absorção dos alimentos. O desvio do intestino é ligado ao novo estômago e a pessoa chega a perder 40% do peso corporal. É uma técnica que força uma mudança maior nos hábitos alimentares. 


Laparoscopia

É um procedimento cirúrgico minimamente invasivo feito através de uma pequena incisão por onde se introduz uma lente, chamada de laparoscópio. Conhecida como “ cirurgia por vídeo”, a técnica é utilizada em cirurgias de refluxo.

Como não são feitos cortes, o risco de infecção e de mortalidade é quase nulo e a recuperação pós-cirúrgica é mais rápida. 

Pedra na vesícula

A colelitíase é a presença de pedras no interior da vesícula biliar, pequeno órgão localizado próximo ao fígado que tem como função o armazenamento da bile. 

A bile é um líquido que digere as gorduras e auxilia na absorção de nutrientes e vitaminas. Ela é composta principalmente por água, colesterol e sais biliares, porém, se há excesso de algum dos componentes, estes se acumulam dando origem aos cálculos, ou pedras. As pedras são formadas de colesterol (90% dos casos) ou de sais biliares.

Sintomas
A maioria das pessoas não apresentam sintomas de pedra na vesícula e nem sabem dessa situação. Em geral, descobrem os cálculos quando estão buscando outras patologias. 

Já aqueles que apresentam sintomas costumam ter:
  • Intolerância ao ingerir alimentos gordurosos
  • Dor abdominal intensa na boca do estômago. O abdome fica endurecido por um longo período de tempo.
  • Vômito, náusea e saciedade precoce.

Diagnóstico
A realização de uma ultra-sonografia do abdome apresenta um alto índice de acerto para avaliação de suspeita de cálculos biliares. É um método invasivo, barato e sem efeitos colaterais.
Além disso, exames laboratoriais podem mostrar as alterações de enzimas do fígado. 

Tratamento
O tratamento depende dos sintomas do paciente e do tamanho dos cálculos.
Quando o paciente apresenta os sintomas de cólica biliar descritos acima, deve ser realizada a remoção da vesícula biliar, juntamente com o cálculo. A cirurgia de escolha é a videolaparoscopia, que gera menos desconforto no pós-operatório. 

Tratamentos para hemorróidas

As veias hemorroidais são veias responsáveis por proteger o canal anal. Quando isso não ocorre de forma adequada, surgem inflamações e dores, podendo levar ao sangramento. A alimentação inadequada e o uso de força para evacuar podem piorar o mal, mas a predisposição genética é o fator mais importante. 

BOTOX ANAL
O botox anal é mais indicado para casos de fissura anal, que é um pequeno rasgo na pele ao redor do ânus, causada durante a passagem de fezes duras. Tais rasgões causam dor e, quando não tratados, podem se transformar em problemas crônicos.

Um tratamento alternativo à cirurgia é a aplicação de botox. O botox leva a um quadro de relaxamento do músculo do ânus (esfíncter anal interno), aumentando o fluxo sanguíneo e por consequência auxiliando na cicatrização.

A aplicação não necessita de internação e o quadro de dor desaparece em até 48 horas. A fissura leva de 4 a 8 semanas para cicatrizar.
 
LIGADURA 
É um tratamento que busca eliminar as hemorroidas sem a necessidade de cirurgia. Basicamente, a técnica consiste em estrangular o mamilo hemorroidário por anéis elásticos através do anuscópio. O objetivo é necrosar o tecido, fazendo com que ele caia e seja eliminado pelo ânus.

A ligadura consiste na aspiração de plexos hemorroidários internos para o interior de um aparelho de ligadura. Em seguida, um anel elástico é disparado na base da hemorróida, estrangulando-a, cortando a circulação do sangue e provocando uma necrose e após 5 ou 7 dias, a queda da hemorróida.  

Para a eficácia da técnica, são necessárias de 1 a 3 aplicações com intervalo mínimo de 4 semanas.
 
PPH
Apesar do receio que muitas pessoas tem da cirurgia, já existem técnicas que solucionam o problema sem dor. Um dos procedimentos mais indicados é o Procedimento Prolapso Hemorroidário (PPH), o qual funciona como uma espécie de grampeador que corta e sutura uma área que está a 4cm de ânus.  O procedimento corta o vaso que irriga a hemorróida e, como consequência, ela murcha.

O benefício dessa cirurgia é que ela é feita internamente, fazendo com que o paciente possa voltar à vida normal no dia seguinte à operação.

THD
É um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que reduz a dor do pós-operatório. Com o uso do anuscópio (aparelho que permite a visualização da parte interna do ânus provido de Doppler (espécie de sonar, capaz de identificar o fluxo de sangue pelas artérias), o cirurgião é capaz de identificar cada uma das 6 artérias da região anal, e suturá-las. 

A técnica reduz o fluxo nos vasos sanguíneos do canal anal e reposiciona a mucosa anal em seu local original. 

Tratamentos para hérnias

Hérnias
A hérnia ocorre quando parte de um órgão (normalmente alças do intestino delgado) se desloca através de um orifício (anel herniário) e invade um espaço indevido (saco herniário). O deslocamento ocorre devido ao enfraquecimento do tecido protetor dos órgãos internos do abdome. Tal enfraquecimento pode estar associado a problemas congênitos ou esforços em demasia.

A complicação da hérnia ocorre quando é grande o volume do órgão deslocado ou quando o anel herniário é estreito, dificultando sua locomoção. Quando essas situações acontecem,  há um estrangulamento herniário e, por conseqüência, uma torção nas alças intestinais, a qual pode provocar a obstrução intestinal. Os sintomas desse estágio são cólicas abdominais e dificuldade de eliminar gases e fezes.

As hérnias mais freqüentes são:

Epigástrica
Esse tipo de hérnia ocorre na linha média do abdome (linha Alba), entre o umbigo e o tórax.  O surgimento da hérnia se dá pelo afastamento dos músculos retos abdominais e saída do tecido adiposo. 

A hérnia epigástrica pode causar dor no abdome e não se cura espontaneamente, sendo necessária intervenção cirúrgica para reparar a região abdominal enfraquecida.  

Incisional
Como o nome sugere, a hérnia incisional é causada após uma incisão cirúrgica no abdome, sendo resultado de cicatrização inadequada. 

Assim como todas as hérnias, a incisional ocorre devido a uma fraqueza da parte abdominal (musculatura) no local de uma cirurgia prévia. Alguns fatores aumentam a pressão da musculatura, entre eles sobrepeso e obesidade, tabagismo e esforço físico intenso.

O paciente costuma sentir um abaulamento na região da cicatriz que representa o conteúdo abdominal se manifestando pelo buraco na parede abdominal. 

O tratamento varia do tamanho que se encontra a hérnia, sendo possíveis alternativas uma sutura simples na parede abdominal ou colocação de rede por videolaparoscopia. 

Inguinal
Ocorrem na região da virilha e correspondem a 75% de todas as hérnias. Ela é subdividida em dois tipos:

Hérnia inguinal direta: ocorre quando há um afrouxamento, uma degeneração da musculatura e o extravasamento se dá por um oportunismo. Costumam ocorrer em pessoas mais velhas ou àqueles que se submetem a exercícios físicos.

Hérnia inguinal indireta: o conteúdo abdominal passa para a bolsa escrotal por um ponto frágil, o anel herniário. Se dá devido a uma falha congênita, sendo mais presente em jovens.

Os sintomas dos dois tipos de hérnia inguinal são dor na região abdominal e a sensação de haver um caroço na região da virilha. O tratamento é cirúrgico, pela colocação de tela sintética no defeito do canal inguinal. 

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