Diga não a obesidade

22 de Março de 2016

Diga não a obesidade
Juceleia Aparecida de Oliveira tem 39 anos e trabalha como técnica de enfermagem na Santa Casa de Londrina. Josiane Szargiki tem 37 anos e é educadora em um projeto social na cidade de São Sebastião da Amoreira. Uma vitória comum une as histórias dessas duas mulheres: elas estão vencendo a guerra contra o excesso de peso. Sete quilos já foram eliminados em apenas três meses.

A caminhada para o resgate da autoestima e do ânimo para desempenhar as atividades do dia a dia começou quando elas decidiram fazer uma cirurgia que vem trazendo ótimos resultados e colocando um ponto final nessa guerra: a colocação de uma banda gástrica ajustável. A técnica, explica o cirurgião gástrico Milton Ogawa, da Gastroclínica, se dá através da instalação de uma prótese em formato de um anel no estômago. Dessa forma o espaço fica reduzido, diminuindo a passagem de alimento, e o paciente perde entre 20 e 25% do peso corporal. “É um procedimento menos agressivo e até hoje não houve nenhum caso de mortalidade”, afirma Dr. Ogawa.

Mas qual é a vantagem da cirurgia da banda gástrica em relação à cirurgia de redução do estômago tão procurada no Brasil?

O médico explica que a principal vantagem é que ela é reversível. “Nos Estados Unidos, o volume da cirurgia de banda gástrica ajustável já é igual ao volume das cirurgias de redução de estômago pelos ótimos resultados que apresenta”, declara.

Minimamente invasivo, o procedimento é feito por laparoscopia e a prótese é fixada na parte superior do estômago. Um dos maiores benefícios da banda gástrica é que, ao contrário do que ocorre nas outras modalidades de cirurgia bariátrica, ela apresenta menores lesões ao corpo do paciente e depois de um ano de uso, melhora os níveis de glicemia e insulina, tal como os demais procedimentos de cirurgia bariátrica. A banda pode ser inflada e desinflada de acordo com a necessidade de cada paciente, e também pode ser removida com o restabelecimento total da anatomia.

Tanto Josiane quanto Juceleia reaprenderam a comer. “Hoje eu como poucas quantidades ao dia, de três em três horas, e mastigo bem”, declara a técnica de enfermagem que viu como resultado o peso na balança cair de 77,5 kg para 70. Já a educadora Josiane reduziu o peso de 86 para 79 kg. “Não é uma coisa sacrificante. Faço acompanhamento com nutricionista e não passo fome de jeito nenhum”, atesta Josiane, que lembra que sempre brigou com a balança, pois vem de uma família de obesos. “Já tomei remédio, fazia regime, emagrecia, mas depois engordava tudo novamente. Agora sinto mais disposição, meu cabelo e minha pele estão melhores e mais bonitos, pois aprendi a me alimentar melhor”, declara.

Juceleia também vê os benefícios da dieta saudável. “O principal deles é que a pressão arterial, que estava nas alturas, se estabilizou. Nem com medicação conseguia diminuir, mas depois da cirurgia, como perdi peso, ela está controlada e meu cardiologista disse que logo vou poder parar com a medicação”, comemora. O alto astral também voltou a marcar presença na vida dela. “Estou muito satisfeita, mudou a minha vida. A autoestima melhorou e fico feliz quando me olho no espelho. As calças estão todas largas”, festeja.
 
Cuidados fundamentais para um bom resultado

No período pós-operatório, o paciente precisa adotar uma dieta líquida e aos poucos passa a se alimentar normalmente, mas em menores quantidades. Uma vez com a prótese no estômago o paciente precisa aprender a comer corretamente. “Para que o resultado seja satisfatório, é muito importante um acompanhamento multidisciplinar, com orientações de um nutricionista e psicólogo. Os ajustes na banda também são imprescindíveis para que a quantidade de comida ingerida seja a adequada”, aconselha Dr. Ogawa.

Fonte: revistacorpore.com.br
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